quarta-feira, 22 de julho de 2026

Penso nessa fadiga aguda, corriqueira e traiçoeira das interações humanas que me remexem por inteira e envolvem minhas entranhas. 

Penso nas estranhas coincidências. 

Penso nas idas e em todas as voltas, naquelas em que jurei serem a última vez e nas vezes em que, encantada que sou, me vi sentindo esse quente no peito. Penso que não sei como nomear sentimentos ambíguos que me envolvem no entardecer, e me entrego sem pensar e me arrependo. Sempre me arrependo. Pois tenho medo das interações, das idealizações que crio, das vontades que não nomeio, das certezas que, ao anoitecer, viram incertezas. Sobre esse sentimento, é sempre um redemoinho, revira tudo do lugar. Nunca estou no controle e sempre corro pelos corredores da minha mente em busca de controle. Eu sempre quero estar no controle e, talvez por isso, me sinta tão vulnerável, frágil e sem encontrar a porta de saída. 

Não sei se sou capaz de encontrar a porta de saída desta vez e por isso tenho medo. 


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